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Balanas vo triplicar em Minas Gerais com as concesses de rodovias. Na 116 sero 14

Em 18/01/2013 s 09h11

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A farra do transporte indiscriminado de cargas ter fortes combatentes a partir do ano que vem. Se enquanto as rodovias estiveram sob poder do governo federal muitas vezes se fez vista grossa para o problema, com o repasse de cinco importantes trechos rodovirios de Minas iniciativa privada, as concessionrias tero em mos um importante aliado para reduzir custos de manuteno: os postos de pesagem veicular, ou, se preferir, as balanas. O nmero de equipamentos em operao deve quase triplicar, passando das atuais 20 para 57, no segundo semestre do ano que vem, permitindo fechar o cerco em trechos de pouca fiscalizao.

A maior parte das balanas operada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). So 17 distribudas em sete rodovias mineiras, sendo duas mveis na BR-040. A Polcia Rodoviria Federal tambm tem um aparelho mvel usado para fiscalizao da delegacia de Uberlndia, no Tringulo Mineiro. Entre 2011 e 2012, apenas o Dnit emitiu 280,4 mil notificaes em Minas, tendo resultado em 27 mil multas, o equivalente a 37 por dia.

Desta vez, o modelo de concesso adotado pelo governo exige a instalao das balanas at o 12 ms de vigncia do contrato. Com isso, se respeitado o cronograma da licitao, at o segundo semestre do ano que vem 35 novos postos de pesagem devem ser instalados nas BRs 040, 116, 262, 050 e 153. A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, ter 14 unidades, sendo seis fixas e oito mveis, ou seja, quase cinco vezes mais. Hoje so trs. No caso da BR-040, o nmero ser trs vezes maior, passando das atuais seis para 18 (sete mveis). Na BR-262, com mais de 900 quilmetros de extenso, atualmente somente umaopera, em Arax, no Alto Paranaba (veja arte).

Entre os avanos possibilitados pela instalao de balanas est o aumento da fluidez do trfego e a reduo da gravidade dos acidentes, o que deve aumentar ainda mais o interesse da concessionria em instalar as balanas. Isso porque o contrato que ser assinado para concesso das BRs 050, 153 e 262 determina o aumento do valor do pedgio no caso de melhoria na fluidez e reduo das tragdias. A cada ano ser feita nova anlise para verificar se o bnus deve ser mantido ou excludo de cada trecho.

Qualidade

E mais: a concessionria obrigada a manter certos nveis de qualidade do pavimento, o que far com que sejam operados mecanismos para impedir o desgaste do asfalto. Estudo da Coordenao Geral de Operaes Rodovirias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mostra que sem sobrecarga a vida til do pavimento de 10 anos. No caso do transporte de 30% de carga acima do limite, o tempo de durao reduz para dois anos e meio. O consultor em transporte e trnsito Paulo Rogrio Monteiro explica que o asfalto feito para receber uma determinada carga e que quando se aplica um peso maior ele inicia um crculo vicioso de deteriorao. "Ele fissura, trinca. Ai entra gua, infiltra", afirma.

O dano no se restringe rodovia. Vander Francisco da Costa, presidente Federao das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), afirma que a presena da balana "excelente" para o transportador, que sofre presso do embarcador (empresa de onde sai a carga) para aceitar transportar carga acima do limite. "Quanto mais balana melhor. O excesso estraga o caminho, que ter ainda gasto maior com combustvel e e manuteno devido ao desgaste", afirma Costa.

10 empresas de olho no leilo

A cerca de duas semanas do leilo de concesso das rodovias BR-116 (trecho de Minas Gerais) e BR-040 (entre Juiz de Fora e Braslia), 10 empresas, alm de representantes de bancos que as assessoram, participaram de reunio para apresentao de condies de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES), no Rio, ontem, demonstrando interesse em investir. CCR e Invepar confirmaram que participaram da reunio, mas no quiseram comentar sobre o encontro.

A BR-116 e a BR-040 sero as primeiras estradas do pacote anunciado pelo governo em agosto a serem privatizadas. O chefe do Departamento de Logstica do BNDES, Cleverson Aroeira, estimou o investimento em cada trecho entre R$ 3 bilhes e R$ 4 bilhes. Dada a pouca antecedncia com que o encontro foi marcado no incio da semana , Aroeira considerou a presena de 10 empresas uma "boa surpresa".

"A reunio no foi marcada com tanta antecedncia e, mesmo assim, a gente teve uma presena boa", afirmou o executivo, explicando que a reunio ateve-se a questes tcnicas, como taxas, prazos, carncia e incluso da dvida nos fluxos de caixas. Aroeira tambm informou que sua equipe trabalhar com a meta de analisar os projetos de financiamento em at seis meses aps a apresentao do pedido pelos vencedores dos leiles. " uma meta arrojada e reflete um esforo nosso de colocar esse pacote de logstica a todo vapor", disse.

Detalhes

O BNDES anunciou na quarta-feira as condies detalhadas do financiamento s estradas. A condio geral, com taxa de juro de Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), hoje em 5% mais 1,5% j estava no pacote anunciado em agosto. Aroeira destacou que a taxa mais baixa do que nos leiles de concesso anteriores. No detalhamento das condies, as principais novidades foram a possibilidade de apoio por meio de participao acionria do BNDESPar e as condies do emprstimo-ponte, modalidade de crdito emergencial, para o empreendedor ir tocando as obras enquanto o banco avalia o projeto como um todo.

Fonte: UAI
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